Parelhas tácticas sírias com metralhadora pesada em moto


Dayr Hafir, Síria 17 de Janeiro de 2026
Forças do Governo Sírio, em parelhas tácticas armadas com metralhadora pesada W85, calibre 12.7×108mm, sobre motos Loncin SX1, em entrada em Dayr Hafir (“دير حافر”), a cerca de 60 km a Leste de Alepo ("حلب"), no Norte da Síria, a 17 de Janeiro de 2026.
As caixas metálicas nas laterais dianteiras da moto permitem o transporte de munições, sendo a metralhadora, alimentada por fitas standard de 50 a 60 munições (que podem ser emparelhadas), operada em apoio sobre reparo existente na retaguarda da própria moto (imobilizada). A W85, de fabrico chinês, tem uma massa de 18,5 kg e sustenta uma cadência de tiro de 550 a 600 disparos por minuto, com uma velocidade inicial de 825 m/s e um alcance efectivo na ordem dos 1 500 a 2 000 metros. Foi concebida com requisitos de peso reduzido, precisamente para uso por unidades de infantaria - em uso no contexto sírio, transportada em parelhas sobre moto, referenciado desde 2024.
As motos Loncin são produzidas pelo fabricante chinês Loncin Motor Co., Ltd. sediado em Chongqing, fundado em 1993 mas com origens que remontam à década de 1980. O modelo referenciado, SX1, com uma massa de 120 kg, conta com motor de 200cc, a 4 tempos, de 15 hp, com um depósito de 11 litros de combustível, podendo alcançar uma velocidade máxima de 95 a 105 km/h e suportar um alcance operacional, em estrada, na ordem dos 350 km.
À direita na foto temos, sobre "pickup" 4x4, canhão ZU-23-2 "duplo" de 23mm, de concepção soviética. Com um alcance efectivo até 2 500 metros e uma cadência prática de 400 disparos por minuto, e ainda que originalmente concebida como sistema de armas anti-aéreo, é usado regularmente num perfil operacional contra viaturas, edificações e contra pessoal.
Foto por Arif Hudaverdi Yaman via Agência Anadolu ("Anadolu Ajansı", AA | Turquia)




Foto de referência do reparo fixo à retaguarda, na ofensiva das forças Hayat Tahrir al-Sham (HTS), em Zarbah, Síria, a 29 de Novembro de 2024, por Rami al Sayed via Agence France-Press, AFP

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