Operação Adamastor intercepta semi-submersível com 9 toneladas de cocaína a 230 milhas náuticas dos Açores


Oceano Atlântico 
Janeiro de 2026

Numa acção da Polícia Judiciária Portuguesa, com meios operacionais da Marinha e Força Aérea Portuguesas, a Operação Adamastor interceptou, a cerca de 230 milhas náuticas dos Açores, na quarta semana de Janeiro de 2026, uma embarcação semi-submersível, proveniente da América Latina, com uma carga na ordem das 9 toneladas de cocaína (que corresponderá à maior apreensão já realizada em Portugal).
Foram detidos quatro tripulantes (um venezuelano e três colombianos) e recuperados 265 fardos - tendo a embarcação acabado por se afundar, dadas as condições adversas de mar, afectado pela tempestade Ingrid. A Marinha Portuguesa empenhou aqui um dos seus navios patrulha oceânicos da classe Viana do Castelo, projectando uma força especial com competência de acção de visita, abordagem, busca e captura de meios navais ("Visit, Board, Search, and Seizure", VBSS). Na sequência da Operação Nautilus, a 20 de Março de 2025, e da Operação "El Dorado" a 29 de Outubro de 2025, esta é, em menos de um ano, a terceira embarcação desta tipologia interceptada pelas autoridades portuguesas.
A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) apoiado pelo Departamento de Investigação Criminal (DIC) dos Açores, liderou esta operação, em estreita colaboração e articulação com a "Drug Enforcement Administration" (DEA) e da "Joint Interagency Task Force South" (JIATF South) dos EUA, da "National Crime Agency" (NCA) do Reino Unido, e sendo suportada com informação partilhada via "Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics" (MAOC-N). A UNCTE é dirigida, desde 2018, pelo coordenador superior de investigação criminal Artur António Carvalho Vaz e a DIC Açores, desde 2019, pelo coordenador de investigação criminal Renato Carlos de Medeiros Furtado.
O MAOC-N é uma plataforma de cooperação internacional, co-financiada pela União Europeia, para reforço do combate ao narcotráfico por via marítima, criada e com sede ao Poço do Bispo, em Lisboa, desde 2007, e do qual fazem parte nove países europeus: Portugal, Espanha, França, Itália, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Bélgica e Alemanha (tendo Cabo Verde o estatuto de observador na mesma). O MAOC-N é dirigido desde Setembro de 2025 por José Ferreira, coordenador superior de investigação criminal da PJ e, durante oito anos, o Director de Operações da MAOC-N.






Fotos seleccionadas e editadas por E&E a partir de vídeo via PJ





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