Forças dos EUA em acção de visita, abordagem, busca e captura de navio petroleiro ao largo da Islândia

Atlântico Norte
7 de Janeiro de 2026
Navio petroleiro "Marinera" (IMO 9230880), detido e gerido pela turca-panamiana Louis Marine Shipholding Enterprises S.A., de pavilhão da Federação Russa em registo do porto de Sochi (antes, até aos primeiros dias de Janeiro de 2026, com o nome de "Bella 1" e sob pavilhão da Guiana), alvo de acção de visita, abordagem, busca e captura de meios navais ("Visit, Board, Search, and Seizure", VBSS), no Atlântico Norte, em águas internacionais entre o Sudeste da Islândia (310 km a Sudeste de Vik) e o Noroeste da Escócia, a 7 de Janeiro de 2026, por forças dos Estados Unidos, com apoio de forças do Reino Unido - compreendendo o suporte operacional do navio reabastecedor de esquadra e logístico RFA Tideforce (A139), com convés de voo e hangar, e o reconhecimento de aeronaves Boeing P-8 "Poseidon" e Boeing RC-135 "Rivet Joint" da "Royal Air Force" de Lossiemouth e Waddington.
Referenciado em Agosto de 2025 a largar do Irão, foi acompanhado em meados de Dezembro de 2025 pelos EUA ao largo da Venezuela, registado então como "Bella 1", seguindo entretanto com destino à Federação Russa, e acompanhado em proximidade, já no Atlântico Norte, pelo navio USCGC Munro (WMSL-755), sexto "cutter" da classe "Legend" ao serviço da Guarda Costeira dos Estados Unidos desde 2017.
A acção de VBSS foi conduzida por forças tácticas da Guarda Costeira dos Estados Unidos, apoiados pelo "160th Special Operations Aviation Regiment" (160th SOAR), alcunhados de "Night Stalkers", do Exército dos Estados Unidos, tendo sido referenciado em operação um MH-6 "Little Bird". A intercepção teve lugar cerca das 11:26 UTC em 60.9386, -16.37014, tendo o navio alterado o seu rumo de Nordeste para Sul-Sudeste.
Construído em 2002, com 333 metros de comprimento e 60 metros de boca, de 161 233 toneladas, este navio está sancionado desde 10 de Junho de 2024 pelo "U.S. Department of the Treasury" ("Office of Foreign Assets Control", OFAC), indiciado por operar em contexto de "Frota Fantasma", detido e gerido, à data e actualmente, pela Louis Marine Shipholding Enterprises S.A. (companhia turca, de Tuzla, Istambul, com sede fiscal panamiana) e então com pavilhão do Panamá.
O termo "Frota Fantasma" (ou frota "sombra"), que integra as tipologias de risco da "Dark Fleet" e da "Grey Fleet", é adoptado como designação por analistas de transporte marítimo, como a Lloyd’s List Intelligence e especialistas em regulação coerciva. Designa uma vasta e crescente rede de petroleiros (estimada entre 300 a 600 unidades) que tem como objectivo primário eludir o regime de sanções financeiras e as regulamentações internacionais aplicadas ao petróleo de jurisdições sancionadas, designadamente a Federação Russa, a Venezuela e o Irão. Tais navios operam maioritariamente sob bandeiras de conveniência de baixo custo regulatório, caracterizando-se pela opacidade deliberada nas estruturas de titularidade final (UBO, "Ultimate Beneficial Owner") e, frequentemente, pela ausência ou deficiência de cobertura P&I (Protecção e Indemnização). A utilização desta frota paralela permite manter o fluxo global da produção de crude, mesmo sob sanções, mas suscita sérias preocupações internacionais no que concerne à mitigação do risco de sinistralidade marítima e poluição ambiental, dada a sua deterioração do estado estrutural e deficiente classificação técnica, bem como o recurso a práticas de transporte enganosas (DSP, "Deceptive Shipping Practices"), como as operações de transbordo no mar (STS, "Ship-to-Ship Transfers").
Fotos, com observação a partir USCGC Munro, via Guarda Costeira dos Estados Unidos.
Fotos com MH-6 "Little Bird" visto a partir do "Marinera" via RT
Vídeo com USCGC Munro navegando a estibordo do "Marinera" via "Office of the Secretary of Defense Public Affairs" (OSD-PA), com foto seleccionada e editada por E&E.
Anotação de georreferenciação por E&E sobe cartografia Google Maps
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