Petroleiro "Grinch", capturado no Mediterrâneo por forças francesas, em ancoradouro próximo de Marselha, no Sul de França
Fos-sur-Mer, Sul de França
25 de Janeiro de 2026
Navio petroleiro "Grinch" (IMO 9288851), antes abordado e capturado por forças francesas no Mediterrâneo Ocidental, em ancoradouro em Fos-sur-Mer, georreferenciação 43.368, 4.990, entre Port-de-Bouc e Ponteau, a 1 milha náutica da linha de Praia, no Sul de França, Bouches-du-Rhône, a cerca de 30 km a Oeste de Marselha, a 25 de Janeiro de 2026.
Está aqui acompanhado, à esquerda na foto pela vedeta costeira de vigilância marítima FS Argens (IMO 4547599), número de amura P608 da "Gendarmerie Maritime" francesa (uma das cinco forças operacionais da Marinha Nacional Francesa); e, à direita, por um dos quatro navios de apoio e suporte ("Bâtiment de Soutien et d'Assistance Métropolitain", BSAM) da classe Loire da Marinha Nacional Francesa. Este ponto está sob interdição naval (500 metros) e aérea (raio de 1,5 milhas náuticas e altitude de 1000 pés) decretada pelas autoridades francesas.
O "Grinch" alcançou esta posição a 24 de Janeiro de 2026, pelas 19:50 UTC. Antes, procedente de Murmansk, no norte árctico da Federação Russa, cruzou o Estreito de Gibraltar cerca das 12:50 UTC de 21 de Janeiro de 2026 rumando a Leste a uma velocidade de 12,9 nós. Pelas 10:30 UTC de 22 de Janeiro de 2026 navega a a 9,8 nós numa posição a 58 milhas náuticas a Sul de Cartagena (Múrcia, Espanha). Teria lugar neste mesmo dia uma acção de visita, abordagem, busca e captura de meios navais ("Visit, Board, Search, and Seizure", VBSS) das forças francesas, sob suspeita de pavilhão fraudulento das Ilhas Comores e acção de "Frota Fantasma". As autoridades francesas, do sistema judiciário de Marselha, detiveram o comandante do "Grinch", de 58 anos e de nacionalidade indiana.
Construído em 2004 na Coreia do Sul, pelos estaleiros da Samsung Heavy Industries, com um comprimento de 249,87 metros e uma boca de 43,80 metros, com 115 635 toneladas (DWT), o "Grinch" é um navio petroleiro de tipologia Aframax / LR2, que opera actualmente sob propriedade e gestão da Cube Ventures Shipping SA, com sede nas Ilhas Marshall, sancionada desde 2025 pelos Estados Unidos, Japão e Ucrânia. Este petroleiro, com diferentes nomes e bandeiras anteriores, está sancionado pelas autoridades da Ucrânia, dos Estados Unidos, da União Europeia, do Reino Unido, do Canadá e da Suíça, por acções em contexto de "Frota Fantasma".
Foto por Manon Cruz | Reuters

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