Demonstração de capacidades da Força de Operações Especiais do Exército na Serra da Carregueira


Serra da Carregueira, Belas, Sintra, Portugal 
20 de Janeiro de 2026

Demonstração de capacidades da 4.ª Força Nacional Destacada de Operações Especiais para a Roménia, na Serra da Carregueira, em Belas, Sintra, na manhã de 20 de Janeiro de 2026, no decurso de uma visita da Comissão de Defesa Nacional do Parlamento da República Portuguesa às instalações e carreiras de tiro do Regimento de Comandos. Decorreu também uma demonstração por militares do Batalhão de Comandos em aprontamento para projecção como 19.ª Força Nacional Destacada para a República Centro Africana.
No contexto dos meios da Força de Operações Especiais (FOE) do Exército, podemos aqui observar viaturas tácticas ultra-ligeiras 4x4 da Polaris, MRZR, e os seus militares armados com pistolas Glock 17 Gen5 calibre 9x19mm e espingardas automáticas Heckler & Koch HK416, em calibre 5.56x45mm NATO, equipadas com óptica "reflex" Trijicon MRO ("Miniature Rifle Optic") e também Aimpoint CompM4, apontador iluminador laser Rheinmetall LM-LowProfile e também L3 Harris MIPIM AN/PEQ-16B, lanterna táctica e supressor de som. Na lateral direita de uma das MRZR (posto oposto ao condutor) podemos observar metralhadora FN Minimi Mk3 com óptica Trijicon ACOG 3.5x35mm.
Estes militares do Exército Português, aprontados pelo Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) de Lamego serão projectados para o Teatro de Operações da Roménia em finais de Maio de 2026, como 4.ª Força Nacional Destacada "Special Operations Land Task Group" (4FND SOLTG ROU), onde irão render a 3FND SOLTG ROU ali projectada desde finais de Novembro de 2025.
Fundado como Centro de Instrução de Operações Especiais, (CIOE) a 16 de Abril de 1960 (Decreto-Lei n.º 42926), é designado actualmente, e desde 1 de Julho de 2006, por Centro de Tropas de Operações Especiais, (CTOE), estando, então e agora, baseado em Lamego, no distrito de Viseu. As primeiras forças nele formadas, com componentes de Contra-subversão, Contra-guerrilha, Operações de Emboscada, Golpe de Mão, Cerco e Limpeza, Acção Psicológica e Assuntos Civis, foram as sub-unidades de Companhias de Caçadores Especiais que embarcariam no Verão de 1960 para o Teatro de Operações da Província Ultramarina de Angola onde entrariam em combate.
As Forças Armadas Portuguesas compreendem um comando conjunto para a Célula de Planeamento de Operações Especiais (CPOE), que projecta o "Special Operations Task Group" (SOTG), incorporando a "Special Operations Maritime Task Unit" (SOMTU) e a "Special Operations Land Task Unit" (SOLTU), respectivamente com os especialistas do Destacamento de Acções Especiais (DAE) da Unidade de Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros da Marinha e com a Força de Operações Especiais (FOE) do Exército - as duas forças portuguesas de operações especiais. As designações anglo-saxónicas seguem a terminologia da NATO nos termos do AAP‑06 ("Allied Administrative Publication‑06") / STANAG 3680.
O Regimento de Comandos (RCmds) é comandado actualmente, e desde 2 de Dezembro de 2025, pelo Coronel Paulo Lourenço. Cabe ao RCmds, baseado na Serra da Carregueira, em Belas, Sintra, entre outras atribuições, o apontamento do Batalhão de Comandos (BCmds) e a realização de acções de instrução, formação e treino.




Fotos via Exército Português

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