Operação "Survivor" da Polícia Judicária Portuguesa apreende 1 800 kg de cocaína a 450 milhas náuticas dos Açores
Oceano Atlântico, Açores, Portugal
9 de Março de 2026
A Operação "Survivor", conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ) Portuguesa, suportada por meios operacionais da Marinha Portuguesa e da Força Aérea Portuguesa, apreendeu, a 9 de Março de 2026, 1 800 quilogramas de cocaína, transportada num navio pesqueiro, proveniente da América do Sul, interceptado a cerca de 1 040 milhas náuticas (1 925 km) de Lisboa e a 450 milhas náuticas (833 km) a Sudoeste do Porto de Ponta Delgada na Ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores.
No pesqueiro, de nome "Golfinho", foram detidos oito homens (quatro de nacionalidade brasileira, três surinameses e um holandês) que, junto com a cocaína apreendida, foram transportados pela Marinha Portuguesa para o Porto de Ponta Delgada - onde serão presentes a juiz de instrução criminal para que lhes sejam decretadas as medidas de coacção tidas como apropriadas.
A Marinha Portuguesa terá aqui envolvido o seu navio patrulha oceânico NRP Sines, da classe Viana do Castelo, a operar a partir de Ponta Delgada (onde regressou e atracou pelas 10:15 UTC de 11 de Março de 2026), embarcando elementos da sua Unidade de Operações Especiais que conduziram, em embarcação pneumática, a acção de visita, abordagem, busca e captura de meios navais ("Visit, Board, Search, and Seizure", VBSS) sobre o pesqueiro.
A operação foi apoiada pela acção de reconhecimento e vigilância marítima de longo alcance da Força Aérea Portuguesa que aqui terá empenhado a sua aeronave P-3C CUP+ "Orion" (14808, 497C98), da Esquadra 601 - "Lobos", a operar, a partir da Base Aérea N.º 11 (BA11), Beja, a 8 de Março de 2026 (numa janela de cerca de 11 horas) e a 9 de Março de 2026 (idem), com o objectivo a navegar a mais de 1 000 milhas náuticas da costa continental.
A UNCTE da PJ, dirigida desde 2018 pelo coordenador superior de investigação criminal Artur António Carvalho Vaz, levou a efeito esta operação, além dos meios já referidos das Forças Armadas Portuguesas, com o Departamento de Investigação Criminal (DIC) dos Açores da PJ e em articulação com o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) da Comarca dos Açores - Ponta Delgada. Em estreita colaboração e articulação com a PJ estiveram também a DEA ("Drug Enforcement Administration", EUA), a JIATF South ("Joint Interagency Task Force South", dos EUA), e a NCA ("National Crime Agency", do Reino Unido), bem como o MAOC-N ("Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics").
O MAOC-N é uma plataforma de cooperação internacional, co-financiada pela União Europeia, para reforço do combate ao narcotráfico por via marítima, criada e com sede desde 2007 na zona oriental de Lisboa (junto à Doca do Poço de Bispo), e do qual fazem parte nove países europeus: Portugal, Espanha, França, Itália, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Bélgica e Alemanha (tendo Cabo Verde o estatuto de observador na mesma). A MAOC-N é dirigida desde Setembro de 2025 por José Ferreira, coordenador superior de investigação criminal da PJ e, durante oito anos, o Director de Operações da MAOC-N.
O NRP Sines (P362), MMSI 263135000, com uma guarnição de 43 militares, está afecto desde 6 de Dezembro de 2025 à Zona Marítima dos Açores (onde permanecerá até Abril de 2026), tendo ali rendido o NRP Viana do Castelo (P360) da mesma classe. Opera regularmente a partir do Porto de Ponta Delgada.
Fotos via Marinha Portuguesa







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