Missão de repatriamento de portugueses aerotransportados desde o Médio-Oriente


Lisboa, Portugal
6 de Março de 2026

Aeronave C-130H (16803, 497C82) da Força Aérea Portuguesa (FAP) aterrou pelas 05:18 UTC de 6 de Março de 2026, no Aeródromo de Trânsito N.º 1 (AT1) em Lisboa, transportando, em evacuação do Médio Oriente, um total de 39 passageiros, dos quais 24 cidadãos portugueses e 15 cidadãos estrangeiros provenientes de França, Grécia, Brasil e Israel. Foram recebidos pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Ferreira dos Santos Sousa e pelo Comandante do Comando Conjunto para as Operações Militares, Tenente-General Luís Serôdio.
Esta missão da FAP iniciou-se com o C-130H (16803, 497C82) da Esquadra 501 – "Bisontes" a descolar da Base Aérea N.º 6 (BA6), no Montijo, pelas 17:41 UTC de 4 de Março de 2026 rumando ao aeroporto de Chania (ICAO: LGSA), na Ilha de Creta, Grécia, que alcançaria pelas 23:20 UTC desse mesmo dia. Após pernoita, descolaria pelas 17:07 de 5 de Março de 2026 com destino à Península do Sinai, onde aterraria no aeroporto egípcio Sharm el-Sheikh (ICAO: HESH) cerca das 19:30 UTC. Recolhidos os passageiros, descolaria dali pelas 21:00 UTC de 5 de Março de 2026, vindo a aterrar, volvidas quase 8 horas e meia de voo, no AT1, em Lisboa, pelas 05:18 UTC de 6 de Março de 2026.
Além do C-130H da FAP esteve ainda envolvido nesta acção de repatriamento um Airbus A330-900 (CSTUJ, 4952AA), fretado à TAP Air Portugal, com seis pilotos e 18 tripulantes (todos voluntários), transportando 147 passageiros (139 portugueses e oito estrangeiros da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Peru. O Airbus A330-900 descolou do Aeroporto de Muscat (ICAO: OOMS), Omã, pelas 22:47 UTC de 5 de Março de 2026, fez escala, aterrando pelas 04:30 UTC de 6 de Março de 2026, em Atenas (ICAO: LGAV), de onde descolaria pelas 06:20 UTC rumo a Lisboa, onde aterraria pelas 10:11 UTC de 6 de Março de 2026, completando um agregado de cerca de 9 horas e meia de voo.
No agregado da acção, articulada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa Nacional da República Portuguesa, foram repatriadas 186 pessoas - 163 portugueses e 23 estrangeiros. A acção surge no contexto dos ataques de retaliação por parte da República Islânica do Irão sobre Israel e sobre os Estados Árabes do Golfo, após o desencadear de ataques pelas forças dos Estados Unidos da América (Operação "Epic Fury") e das das Forças de Israel (Operação "Roaring Lion"), iniciados a 28 de Fevereiro de 2026, sobre objectivos em território iraniano.
Antes, em 2025, este mesmo C-130H, desenvolveu ao longo dos dias 17 a 18 de Junho, uma "ponte aérea" entre Sharm el-Sheikh (ICAO: HESH) no Egipto e o Aeroporto Internacional de Larnaca no Chipre (ICAO: LCLK), evacuando 120 pessoas, maioritariamente cidadãos portugueses - numa acção de repatriamento após as acções de retaliação iraniana sobre Israel, após o lançamento da Operação "Rising Lion".
O C-130H "Hercules" é uma aeronave quadrimotor, equipada com 4 motores ALLISON T-56-A-15 de 4 910 hp cada, que lhe permitem alcançar uma velocidade máxima de 589 km/h com um alcance operacional de 6 480 km. Com 29,79 metros de comprimento e uma envergadura de asa de 40,41 metros, pode descolar com um peso máximo de 70 toneladas (com um "payload" de 19 toneladas). Tripulado por 6 elementos, pode transportar 128 passageiros ou 92 paraquedistas equipados.







Fotos via FAP e Ministério da Defesa Nacional

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