Cadetes da Escola Naval no NRP Tridente da Marinha Portuguesa


Tróia, Portugal 21 de Março de 2026

Embarque de cadetes da Escola Naval da Marinha Portuguesa, junto à vela (coloquialmente, torre) do submarino NRP Tridente, durante o exercício "Tróia 26", a 21 de Março de 2026. Estão equipados com coletes salva-vidas compactos modelo 300N (automáticos) da holandesa Besto. Em plano mais afastado na foto temos as arribas, junto à Praia da Baleeira e às ruínas do Forte de S. Domingos, que antecedem o Cabo Espichel.
A edição de 2026 do exercício anual "Tróia", envolvendo os cadetes do 1.º, 3.º e 4.º anos da Escola Naval da Marinha Portuguesa, decorreu na Península de Tróia ao longo de seis dias, de 15 a 21 de Março de 2026.
A Marinha Portuguesa reportou que o exercício contou "(...) com a participação de 99 Cadetes, acompanhados por cerca de 50 militares da Escola Naval e do Corpo de Fuzileiros, bem como de dois Cadetes da Academia da Força Aérea Portuguesa, dois Cadetes da Academia Militar, dois Cadetes do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), dois Cadetes da Academia Naval da Roménia e dois Cadetes da Academia Naval da Alemanha (...)".
A Marinha Portuguesa conta com dois submarinos desta classe, NRP Tridente (S160) e NRP Arpão (S161), construídos pela Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW), em Kiel, na Alemanha, e comissionados em 2010.
Deslocam 2 020 toneladas submersos, com um comprimento de 67,7 metros e um boca de 6,35 metros, capazes de uma velocidade, submersos, de 20 nós (37 km/h), com um alcance operacional de 12 000 milhas náuticas (22 000 km). Com uma guarnição base de 33 elementos (7 oficiais, 10 sargentos e 16 praças), estão armados com 8 tubos lança torpedos de 533mm (4 deles aptos ao lançamento de mísseis UGM-84L "Harpoon"). Transportam até 16 torpedos WASS Blackshark (ou um número menor em função do número de "Harpoon" embarcados). Pode transportar e projectar minas multi-influência MN 102 MURENA. Podem ainda transportar 10 militares adicionais de unidades de operações especiais, designadamente operacionais do DAE ("Destacamento de Acções Especiais") da Marinha Portuguesa.
Esta classe conta com uma plataforma de propulsão diesel-eléctrica independente de ar (AIP, "Air-Independent Propulsion"), que reduz substancialmente a necessidade de oxigénio atmosférico para a operação regular do seu motor diesel-eléctrico (podendo operar até 3 semanas submerso sem recurso a "snorkelling").




Foto seleccionada e editada por E&E a partir de vídeo via Escola Naval

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