Drone naval MV7 e drone aéreo Nemesis - demonstração de capacidades da UForce em Tróia do decurso do REPMUS 26


Tróia, Portugal 
4 de Setembro de 2026

Drone naval UForce MV7, em demonstração de capacidades, com o lançamento de um drone aéreo de quatro rotores, de ataque, UForce Nemesis, no decurso do "Distinguished Visitors Day (DV-Day)" do REPMUS 26, no Centro de Experimentação Operacional da Marinha (CEOM), em Tróia, Portugal, a 24 de Setembro de 2026.
O MV7, com casco combinando fibra de vidro, carbono e kevlar, tem 7,8 metros de comprimento, 2,35 metros de boca, propulsionado por um motor Steyr, diesel, de 270 hp, sustenta uma velocidade máxima de 39 nós com um alcance máximo de 800 milhas náuticas, podendo receber um "payload" de 650 a 1 000 kg. A UForce anunciou publicamente a mais recente variante do MV7 em Agosto de 2026. Tanto o MV7 como o MV11, anunciado no mesmo mês, são produzidos pela UForce Portugal.
A sociedade UForce Portugal (518838145) está licenciada desde 2 de Fevereiro de 2026, pelo Despacho n.º 1110/2026, assinado a 23 de Janeiro de 2026 pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, para o exercício das actividades de comércio e indústria de bens e tecnologias militares. O licenciamento compreende as categorias ML1, ML3, ML4, ML5, ML9, ML11, ML14, ML15, ML16, ML17, ML18, ML19, ML20, ML21 e ML22. A mesma sociedade, nos termos do Despacho n.º ANS/2025/372, de 5 de Dezembro de 2025, possui credenciação de segurança emitida pelo Director-Geral do Gabinete Nacional de Segurança (GNS), Contra-Almirante Manuel da Costa Honorato, enquanto Autoridade Nacional de Segurança (ANS).
A operação portuguesa conta com João Manuel Rijo da Fonseca Ribeiro como seu Director-Geral, de 63 anos e ex-oficial da Marinha Portuguesa em situação de reforma como Capitão-de-Mar-e-Guerra da classe de Marinha (CMG M) desde 27 de Dezembro de 2017, tendo desempenhado, entre outras, funções como Director-Geral de Política do Mar; Chefe das Divisões de Operações e de Relações Externas do Estado-Maior da Armada e representante da Marinha no Centro Nacional Coordenador Marítimo; representante nacional de ligação ao "Commander Allied Command Transformation" e "Commander US Joint Forces Command", em Norfolk (EUA); membro do "Steering Committee" do "Combined Joint Operations from the Sea Center of Excellence" (CJOS COE), junto da "US Navy Second Fleet", Norfolk (EUA); Oficial Imediato da fragata NRP "Vasco da Gama", tendo estado envolvido em operações de protecção da navegação e antiterrorismo no Mediterrâneo Oriental, de 2000 a 2003; bem como Oficial de operações navais e anfíbias, do estado-maior conjunto da Força de Resgate Expedicionária na Guiné, nas operações "Crocodilo" e "Falcão", em 1998.
A UForce Global (16172901), com sede em Londres, Inglaterra, criada a 9 de Janeiro de 2025, com origem ucraniana, suportada pelos investimentos da Shield Capital, Ballistic Ventures, Lakestar e D3, conta com Oleg Rogynskyy como CEO, com Oleksiy Honcharuk (ex-primeiro-ministro ucraniano) como "chairman" e com Ben Wallace no respectivo "board" (ex-secretário de estado da defesa do Reino Unido).
A 16.ª edição do REPMUS foi organizada pela Marinha Portuguesa, dirigida pelo (OF-7) Contra-almirante João Paulo Silva Pereira, 2.º Comandante Naval da Marinha Portuguesa, em conjunto com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o "Centre for Maritime Research and Experimentation" (CMRE), o "NATO Joint Capability Group Maritime Unmanned Systems" (JCGMUS) e a "European Defence Agency" (EDA), com a participação de mais de 4 700 pessoas, provenientes de 36 marinhas, bem como de mais de 130 empresas de investigação e desenvolvimento, 13 universidades e cinco entidades da NATO ligadas às operações marítimas e aos sistemas marítimos não tripulados. Estiveram ainda envolvidos cerca de 300 sistemas marítimos não tripulados, apoiados por 14 navios.
Com operações em Tróia e Sesimbra, o REPMUS 2026 iniciou-se a 31 de Agosto de 2026, e decorreu, ao longo de quatro semanas, até 25 de Setembro de 2026, compreendendo as instalações e coordenação do Centro de Experimentação Operacional da Marinha, em áreas de exercícios portuguesas e na Zona Livre Tecnológica Infante D. Henrique, abrangendo uma área superior a 400 milhas náuticas quadradas, o equivalente a mais de 1 370 quilómetros quadrados.
Nas edições iniciais, numa colaboração entre a Marinha Portuguesa e a FEUP, o exercício designava-se por "Rapid Environmental Picture" e depois "Recognized Environmental Picture", ambas sob a sigla REP. A designação REPMUS surge mais tarde, em 2018 (e usada pela primeira vez na edição de 2019), com a entrada para co-organização da NATO MUSI ("Maritime Unmanned Systems Initiative"), alargando o âmbito para a experimentação e prototipagem com sistemas marítimos não tripulados.
Foto via Marinha Portuguesa





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