Drone catalão SITEP H004 no REPMUS 2026 em Tróia


Tróia, Portugal 
Setembro de 2026

Drone SITEP H004, de concepção catalã, no decurso da primeira semana de Setembro de 2026 na 16.ª edição do REPMUS – "Robotic Experimentation and Prototyping with Maritime Unmanned Systems" (lit. "Experimentação e Prototipagem Robótica com Sistemas Marítimos Não Tripulados"), organizado pela Marinha Portuguesa, a decorrer a partir do Centro de Experimentação Operacional da Marinha (CEOM), suportado pelas infraestruturas do Ponto de Apoio Naval (PAN) de Tróia, georreferenciação 38.474889, -8.870645.
O SITEP H004 é um helicóptero não tripulado com um peso máximo à descolagem de 149 kg e uma capacidade de carga útil ("payload") até 40 kg. Está equipado com um rotor principal de três pás, de 3 metros de diâmetro, e um motor de combustão de 225 cm³, com uma potência de 40 hp. Dispõe de um depósito de combustível de 18 litros, ampliável, podendo utilizar gasolina de 95/98 octanas ou combustíveis Jet-A1, JP-5 e JP-8. Para facilitar o transporte e a logística, as pás do rotor são desmontáveis. Enquadra as capacidades de reconhecimento e vigilância, levantamentos topográficos com sistemas electro-ópticos inspecção de infra-estruturas, retransmissão de telecomunicações e transporte/entrega de cargas.
A SITEP (acrónimo de "Sistemas de Información Territorial y Posicionamiento") é uma empresa privada catalã, fundada em 1998, com escritórios/delegações actuais em Barcelona, Madrid e Andorra. Originalmente especializada em sistemas de informação geográfica e de gestão territorial, desde 2015 trabalha na integração de tecnologia de sistemas não tripulados, tendo posteriormente passado ao desenvolvimento e fabrico de plataformas próprias. Fundada, detida e liderada pelo catalão Ermengol Casanovas Hijes, a empresa tem actualmente uma presença crescente no sector da defesa.
O seu helicóptero não tripulado H004 foi adquirido, em 2024, pelo INTA ("Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial", organismo público espanhol de investigação dependente do Ministério da Defesa de Espanha) para o "Centro Antidrón" ("Centro Antidrone") do CETEDEX ("Centro Tecnológico de Desarrollo y Experimentación", "Centro Tecnológico de Desenvolvimento e Experimentação"), estrutura do próprio INTA integrada na sua "Subdirección General de Sistemas Terrestres" ("Subdirecção-Geral de Sistemas Terrestres"), e foi igualmente objecto, em 2026, de contratação para serviço de investigação e desenvolvimento para experimentação, juntamente com o TIS50, contratado pela "Subdirección General de Adquisiciones de Armamento y Material" ("Subdirecção-Geral de Aquisições de Armamento e Material") da "Dirección General de Armamento y Material" ("Direcção-Geral de Armamento e Material", DGAM) do Reino de Espanha.
A 16.ª edição do REPMUS é organizada pela Marinha Portuguesa, dirigida pelo (OF-7) Contra-almirante João Paulo Silva Pereira, 2.º Comandante Naval da Marinha Portuguesa, em conjunto com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o "Centre for Maritime Research and Experimentation" (CMRE), o "NATO Joint Capability Group Maritime Unmanned Systems" (JCGMUS) e a "European Defence Agency" (EDA), com a participação de mais de 1 500 pessoas, provenientes de 36 marinhas, bem como de mais de 60 empresas de investigação e desenvolvimento, 13 universidades e cinco entidades da NATO ligadas às operações marítimas e aos sistemas marítimos não tripulados. Estarão ainda envolvidos mais de 300 sistemas marítimos não tripulados, apoiados por 14 navios.
Com operações em Tróia e Sesimbra, o REPMUS 2026 iniciou-se a 31 de Agosto de 2026, e decorrerá, ao longo de quatro semanas, até 25 de Setembro de 2026, compreendendo as instalações e coordenação do Centro de Experimentação Operacional da Marinha, em áreas de exercícios portuguesas e na Zona Livre Tecnológica Infante D. Henrique, abrangendo uma área superior a 400 milhas náuticas quadradas, o equivalente a mais de 1 370 quilómetros quadrados.
Nas edições iniciais, numa colaboração entre a Marinha Portuguesa e a FEUP, o exercício designava-se por "Rapid Environmental Picture" e depois "Recognized Environmental Picture", ambas sob a sigla REP. A designação REPMUS surge mais tarde, em 2018 (e usada pela primeira vez na edição de 2019), com a entrada para co-organização da NATO MUSI ("Maritime Unmanned Systems Initiative"), alargando o âmbito para a experimentação e prototipagem com sistemas marítimos não tripulados.
Foto via Marinha Portuguesa

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