Destacamento de Acções Especiais da Marinha Portuguesa em treino de Montanhismo em força NATO na Roménia


Roménia 
Agosto de 2026

Elementos do Destacamento de Acções Especiais (DAE) da Marinha Portuguesa, integrados na 2.ª Força Nacional Destacada de Operações especiais da Marinha para a Roménia (2FND SOMTU ROU), desenvolvendo e consolidando capacidades específicas de montanhismo militar, de 24 a 28 de Agosto de 2026, na Roménia. A 2FND SOMTU ROU está destacada em Mangalia, na costa do Mar Negro, onde está baseada a "Divizionul 164 Forțe Navale pentru Operații Speciale", força congénere naval subordinada à estrutura romena de Operações Especiais.
As Forças Armadas Romenas realizam regularmente treinos de montanhismo na região de Predeal, entre o sector dos Montes Bucegi, que atingem 2 505 metros no pico Omu, e Cheile Râșnoavei, no maciço Postăvaru, que culmina a cerca de 1 800 metros, onde se encontra a "Baza de Instruire Vânători de Munte 'Bucegi'", estrutura especializada na formação e treino das tropas de montanha romenas. A área, caracterizada por escarpas e afloramentos calcários, vales encaixados e densa cobertura florestal, situa-se a cerca de 300 km a noroeste de Mangalia.
O emblema presente no ombro esquerdo dos militares Portugueses, em tons de preto, branco e vermelho, com um tridente à vertical e com a inscrição "NAVY SOF CHARLIE" [SOF, "Special Operations Forces"], corresponde a uma atribuição ao destacamento, que actua como "Special Operations Maritime Task Unit" (SOMTU), operando sob a direcção do "Special Operations Maritime Task Group" (SOMTG), integrado na arquitectura NATO "Allied Special Operations Forces Command" (SOFCOM). Os elementos de execução táctica integrados num agrupamento marítimo ou terrestre ("Task Group") são tipicamente subdivididos alfabeticamente, designando-se, por exemplo, "Task Unit Alpha", "Bravo" ou "Charlie". O distintivo "NAV SOF CHARLIE" identifica assim, neste contexto, uma destas forças de escalão táctico.
Na terminologia doutrinária da NATO, um "Special Operations Task Group" (SOTG) pode assumir a forma de "Special Operations Land Task Group" (SOLTG) ou "Special Operations Maritime Task Group" (SOMTG), enquanto as unidades tácticas subordinadas são designadas "Special Operations Task Units" (SOTU), terrestres (SOLTU) ou marítimas (SOMTU). Em Portugal, a componente terrestre é gerada pela Força de Operações Especiais (FOE) do Exército e a componente marítima pelo Destacamento de Acções Especiais (DAE) da Unidade de Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros da Marinha — as duas forças portuguesas de Operações Especiais. Estas designações seguem a terminologia doutrinária da NATO , designadamente a constante da AJP-3.5 ("Allied Joint Doctrine for Special Operations").
A Portaria n.º 162/2026/2, assinada a 17 de Março de 2026 pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, publicada a 25 de Março de 2026, enquadra o contributo português de Operações Especiais na Roménia no "Special Operations Component Command – Bravo" [SOCC(B)], no âmbito do novo "NATO Force Model" (NFM). Portugal disponibiliza, por um período de até 12 meses, um SOTG até 50 militares, uma Unidade Tarefa de Operações Especiais da Marinha até 20 militares e um oficial de ligação ao SOCC(B).
As Forças Armadas Portuguesas contam actualmente com três Forças Nacionais Destacadas (FND) no Teatro de Operações da Roménia: a 9.ª Força Nacional Destacada — Companhia de Atiradores Mecanizada (9FND/ROU/26/CAtMec), do Exército; a 4.ª Força Nacional Destacada — "Special Operations Land Task Group" (4FND SOLTG ROU), gerada pela Força de Operações Especiais (FOE) do Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), igualmente do Exército; e a 2.ª Força Nacional Destacada — "Special Operations Maritime Task Unit" (2FND SOMTU ROU), da Marinha, gerada pelo Destacamento de Acções Especiais (DAE).
No Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) Portuguesas, a Célula de Planeamento de Operações Especiais (CPOE) integra o Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM) e constitui o núcleo inicial do comando de componente de Operações Especiais, apoiando o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) no planeamento, integração e sincronização da preparação e emprego das forças e meios de Operações Especiais.








Fotos via Marinha Portuguesa | Forças Armadas Portuguesas
Visita, na Roménia, à 2FND SOMTU ROU e demais FND, pelo 2.º Comandante Operacional das Forças Armadas (2.º COMOP), Tenente-General Luís Serôdio, a 9 de Setembro de 2026



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