UFORCE empenhou 11 drones marítimos e 8 drones aéreos em acções multipropósito no REPMUS
Tróia, Portugal
Setembro de 2026
A UFORCE empenhou 11 drones marítimos de superfície e 8 drones aéreos em Setembro de 2026 no contexto da 16.ª edição do REPMUS – "Robotic Experimentation and Prototyping with Maritime Unmanned Systems" (lit. "Experimentação e Prototipagem Robótica com Sistemas Marítimos Não Tripulados"), organizado pela Marinha Portuguesa, a partir do Centro de Experimentação Operacional da Marinha (CEOM), suportado pelas infraestruturas do Ponto de Apoio Naval (PAN) de Tróia, georreferenciação 38.474889, -8.870645.
Os drones marítimos da UFORCE compreenderam todas as actuais configurações da plataforma MV7 (lançador de interceptores; lançador de drones FPV; meio de ataque cinético; e plataforma de guerra electrónica), bem como as plataformas MV11 (combatente) e L11 (logística). Esteve em acção, lançado a partir do MV7, o drone aéreo de ataque Nemesis SeaStrike (nas fotos), com alcance de 60 a 80 km e uma capacidade de carga ("payload") de até 6 kg (aproximadamente equivalente, em termos de massa, a três granadas de morteiro de 60 mm) surgindo aqui configurado para transportar e largar duas munições de queda livre, uma das quais é observada já em largada. Estes meios, integrados no respectivo sistema de comando e controlo (C2), desenvolveram cenários de reconhecimento, defesa e ataque, quer em dinâmica de "blue team" (força aliada), quer de "red team" (força opositora).
O MV7, com casco combinando fibra de vidro, carbono e kevlar, tem 7,8 metros de comprimento, 2,35 metros de boca, propulsionado por um motor Steyr, diesel, de 270 hp, sustenta uma velocidade máxima de 39 nós com um alcance máximo de 800 milhas náuticas, podendo receber um "payload" de 650 a 1 000 kg. A UFORCE Global anunciou, em Agosto de 2026, a mais recente variante do MV7 e apresentou, no mesmo mês, a nova plataforma MV11. O MV7 é produzido pela UFORCE Portugal, que desenvolveu igualmente o MV11.
A sociedade UFORCE Portugal (518838145), dedicada à concepção e fabrico de sistemas não tripulados, está licenciada desde 2 de Fevereiro de 2026, pelo Despacho n.º 1110/2026, assinado a 23 de Janeiro de 2026 pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, para o exercício das actividades de comércio e indústria de bens e tecnologias militares. O licenciamento compreende as categorias ML1, ML3, ML4, ML5, ML9, ML11, ML14, ML15, ML16, ML17, ML18, ML19, ML20, ML21 e ML22. A mesma sociedade, nos termos do Despacho n.º ANS/2025/372, de 5 de Dezembro de 2025, possui credenciação de segurança emitida pelo Director-Geral do Gabinete Nacional de Segurança (GNS), Contra-Almirante Manuel da Costa Honorato, enquanto Autoridade Nacional de Segurança (ANS). A operação portuguesa conta com João Manuel Rijo da Fonseca Ribeiro como seu Director-Geral, de 63 anos e ex-oficial da Marinha Portuguesa em situação de reforma como Capitão-de-Mar-e-Guerra da classe de Marinha (CMG M) desde 27 de Dezembro de 2017.
A UFORCE Global (16172901), com sede em Londres, Inglaterra, criada a 9 de Janeiro de 2025, com origem ucraniana, suportada pelos investimentos da Shield Capital, Ballistic Ventures, Lakestar e D3, conta com Oleg Rogynskyy como CEO, com Oleksiy Honcharuk (ex-primeiro-ministro ucraniano) como "chairman" e com Ben Wallace no respectivo "board" (ex-secretário de estado da defesa do Reino Unido).
A 16.ª edição do REPMUS foi organizada pela Marinha Portuguesa, dirigida pelo (OF-7) Contra-almirante João Paulo Silva Pereira, 2.º Comandante Naval da Marinha Portuguesa, em conjunto com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o "Centre for Maritime Research and Experimentation" (CMRE), o "NATO Joint Capability Group Maritime Unmanned Systems" (JCGMUS) e a "European Defence Agency" (EDA), com a participação de mais de 3 700 pessoas, provenientes de 36 marinhas, bem como de mais de 130 empresas de investigação e desenvolvimento, 13 universidades e cinco entidades da NATO ligadas às operações marítimas e aos sistemas marítimos não tripulados. Estiveram ainda envolvidos mais de 300 sistemas marítimos não tripulados, apoiados por 14 navios.
Com operações em Tróia e Sesimbra, o REPMUS 2026 iniciou-se a 31 de Agosto de 2026, e decorreu, ao longo de quatro semanas, até 25 de Setembro de 2026, compreendendo as instalações e coordenação do Centro de Experimentação Operacional da Marinha, em áreas de exercícios portuguesas e na Zona Livre Tecnológica Infante D. Henrique, abrangendo uma área superior a 400 milhas náuticas quadradas, o equivalente a mais de 1 370 quilómetros quadrados.
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