"Royal Marines" em treinos nas Ilhas Faroé
Ilhas Faroé
Setembro de 2026
Militares britânicos dos "Royal Marines", da "UK Commando Force", no decurso do exercício "Lion Protector 26", nas Ilhas Faroé, em finais de Setembro de 2026. Trata-se da primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que os "Royal Marines" operam neste território, que, no contexto da Operação Valentine, de 1940 a 1945, foi defendido por forças britânicas.
O "Lion Protector 26", iniciado a 3 de Agosto de 2026 e a decorrer até 12 de Outubro de 2026, compreende acções em diferentes áreas do Atlântico Norte, Alto Norte e Mar Báltico, incluindo treinos de escolta marítima e mobilidade de forças, protecção de infra-estruturas críticas, treino de comando e controlo e, nas Ilhas Faroé, acções de treino de interdição marítima, abordagem, busca e apreensão de navios, incursões costeiras e reconhecimento.
Podemos observar os "Royal Marines" armados com espingardas automáticas Knight's Armament Company (KAC), modelo KS-1, em calibre 5,56×45mm NATO, com óptica "red dot" SIG Sauer ROMEO8T 1x38MM (em alguns "setups" com ampliador SIG Sauer JULIET, lateralmente rebatível), com iluminador apontador Rheinmetall LLM-VarioRay Laser Light Module (LLM) e supressor de som compacto KAC QDC/MCQ-PRT.
Na acção de treino de abordagem, via semi-rígidas, foi usado como objectivo o navio pesqueiro GØTUNES FD 950 (IMO: 9809265), com pavilhão das Faroé, construído em 2018, com 90,45 metros e 4 300 toneladas (DWT). Podemos ainda observar, neste contexto, o emprego do helicóptero AgustaWestland AW139, OY-HIH "Ruth", detido e operado pela Atlantic Airways, a companhia aérea das Ilhas Faroé. A par do OY-HIL "Sámal", constituem, em contexto de serviço público, baseado em Vágar, as duas unidades da frota utilizadas sobretudo em três funções: SAR ("Search and Rescue") marítimo e terrestre, com tripulação especializada em prontidão permanente; evacuação/transporte médico ("Medevac"); e ligações regulares de passageiros entre as ilhas, particularmente para comunidades remotas.
A força dos "Royal Marines" opera aqui, a par de forças dinamarquesas, no contexto da "Joint Expeditionary Force" (JEF), um quadro multinacional flexível, liderado pelo Reino Unido como "Framework Nation", actualmente composto por 10 Estados, todos membros da NATO: Reino Unido, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Letónia, Lituânia, Holanda, Noruega e Suécia. O núcleo inicial foi constituído em 2014 pelo Reino Unido, Dinamarca, Estónia, Letónia, Lituânia, Holanda e Noruega; Finlândia e Suécia aderiram em 2017 e a Islândia em 2021. A JEF não dispõe de forças nacionais permanentemente atribuídas numa ordem de batalha fixa, sendo os meios disponibilizados pelos participantes em função de cada operação ou exercício, com o comando e controlo assegurados pelo "Standing Joint Force Headquarters" (SJFHQ) britânico, em Northwood, no noroeste de Londres.
O Reino Unido assumiu, em 2026, a liderança do "Special Operations Component Command" (SOCC) da "Allied Reaction Force" (ARF) da NATO. O elemento marítimo do SOCC corresponde ao "Special Operations Maritime Task Group" (SOMTG), constituído em torno dos "Royal Marines".
As Ilhas Faroé são um arquipélago de 18 ilhas, com uma superfície de 1 399 km² e ponto de maior altitude nos 882 metros, com cerca de 55 mil habitantes, um território autónomo sob soberania do Reino da Dinamarca, no Atlântico Norte, entre o Sudeste da Islândia, o Norte da Escócia e o Oeste da Noruega, a cerca de 450 km a sudeste da Islândia e 300 km a norte da Escócia. Inserem-se, estrategicamente, no sector oriental do espaço oceânico entre a Gronelândia, a Islândia e o Norte do Reino Unido - o chamado "GIUK Gap" (acrónimo resultante de "Greenland-Iceland-United Kingdom", GIUK, correspondente ao espaço ("gap") de navegação entre a Gronelândia, a Islândia e o Reino Unido).







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