Submarino português NRP Tridente no Mar da Noruega em exercício de luta anti-submarina
Mar da Noruega
19 de Maio de 2026
Submarino NRP Tridente (S160) da Marinha Portuguesa, no Mar da Noruega, a 19 de Maio de 2026, no decurso do exercício NATO de luta anti-submarina "Dynamic Mongoose 26". Comandado pelo (OF-4) Capitão-de-fragata Macedo da Silva, tendo largado a 14 de Abril de 2026, da Base Naval de Lisboa (BNL), o NRP Tridente participou neste exercício ao longo de duas semanas, de 18 a 29 de Maio de 2026.
Como meios submarinos, que alternaram entre cenários de ataque e de evasão, participaram no "Dynamic Mongoose 26", além do submarino português, um submarino alemão e um submarino holandês. As Forças Armadas Portuguesas participam aqui também com a fragata NRP D. Francisco de Almeida (F334), que largou da BNL a 8 de Abril de 2026 para integrar a força naval "Standing NATO Maritime Group 1" (SNMG1), e com uma aeronave P-3C CUP+ ORION (14808) da Esquadra 601 - "Lobos" da Força Aérea Portuguesa (FAP), a operar a partir da Base Aérea de Sola (ICAO ENZV), no litoral Norueguês, onde aterrou, proveniente da Base Aérea 11 (BA11), Beja, pelas 18:21 UTC de 15 de Maio de 2026.
O NRP Tridente (S160), o primeiro de dois submarinos da classe homónima, foi construído entre 2007 e 2010 pela Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW), em Kiel, na Alemanha, sob tipologia U-209PN, entrando ao serviço da Marinha Portuguesa a 17 de Junho de 2010. Desloca 2 020 toneladas submerso, com um comprimento de 67,7 metros e uma boca de 6,35 metros, capaz de uma velocidade, submerso, de 20 nós (37 km/h), com um alcance operacional de 12 000 milhas náuticas (22 000 km). Com uma guarnição base de 33 elementos, está armado com 8 tubos lança torpedos de 533mm (4 deles aptos ao lançamento de mísseis UGM-84L “Harpoon”). Transporta até 16 torpedos WASS Blackshark (ou um número menor em função do número de “Harpoon” embarcados). Pode transportar e projectar minas multi-influência MN 102 MURENA. Pode ainda transportar 10 militares adicionais de unidades de operações especiais, designadamente operacionais do DAE (”Destacamento de Acções Especiais”) da Marinha Portuguesa.
Esta classe conta com uma plataforma de propulsão diesel-eléctrica independente de ar (AIP, "Air-Independent Propulsion"), que reduz substancialmente a necessidade de oxigénio atmosférico para a operação regular do seu motor diesel-eléctrico (podendo operar até 3 semanas submerso sem recurso a “snorkelling”).


Comentários