Assalto e Resgate - Força de Operações Especiais do Exército Português no exercício ORION 26


Campo Militar de Santa Margarida, Constância, Portugal 
27 de Maio de 2026

Militares da Força de Operações Especiais (FOE) do Exército Português, aprontados pelo Centro de Treino de Operações Especiais (CTOE) de Lamego, no decurso do Exercício "ORION 26", 27 de Maio de 2026, no Campo Militar de Santa Margarida (CMSM), Constância. A FOE está aqui em acção num cenário de assalto a uma edificação rústica e respectivo espaço confinado, para resgate de um elemento detido pela força opositora, e, após sinalização por granada de fumo amarelo, com a evacuação do mesmo por um blindado 8x8 Pandur II ICV ("Infantry Carrier Vehicle").
O militar da FOE, na foto em plano aproximado, está armado com espingarda automática Heckler & Koch HK416, em calibre 5.56x45mm NATO, equipada com óptica "reflex" Trijicon MRO ("Miniature Rifle Optic") com capa protectora, e apontador iluminador laser Rheinmetall LM-LowProfile. Está ainda armado, em coldre à cintura, com pistola Glock 17 Gen5 calibre 9x19mm Parabellum. Podemos observar a peça, a terminar o cano da HK416 e denotada por marcação a vermelho, correspondente ao adaptador para tiro com munições de salva ("Blank-Firing Attachment", BFA), visando garantir a pressão no interior do cano (reduzida pela ausência de projéctil na munição de salva) e assim assegurar o correcto funcionar do ciclo de tiro da arma.
O exercício "ORION 26", o maior exercício anual do Exército Português, inicou-se a 18 de Maio de 2026 decorrendo ao longo de 2 semanas até 29 de Maio de 2026, no CMSM, com a participação de 1 300 militares de Portugal, Espanha, França, Itália e Roménia, especialmente focado no treino do Grupo de Batalha da União Europeia 25-2/26-1 ("European Union Battlegroup 25-2/26-1", EUBG 25-2/26-1).
O EUBG 25-2/26-1 corresponde a uma força de resposta rápida, da União Europeia, com um efectivo multinacional, na ordem dos 1 500 elementos (modular até 5 000), em prevenção com 5 dias de resposta de emergência e 10 dias de resposta imediata, preparada para poder sustentar missões de 30 a 120 dias, enquadradas pelo Tratado da União Europeia. Estão compreendidas a prevenção de conflitos, estabilização, intervenções humanitárias e de resgate, gestão de crises e manutenção da Paz. O desencadear da projecção operacional desta força requere decisão unânime do Conselho Europeu e deverá ser suportada por uma Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O sufixo 25-2/26-1 designa os dois períodos semestrais aqui afectos em termos de disponibilidade, i.e., 25-2 para o segundo semestre de 2025 (Julho a Dezembro) e 26-1 para o primeiro semestre de 2026 (Janeiro a Junho). Esta força conjunta (com meios de Portugal, Espanha, França, Itália e Roménia) é comandada por um Oficial General português, Brigadeiro-General Afonso Calmeiro, a partir do Quartel-General da Brigada Mecanizada no CMSM.
Fundado como Centro de Instrução de Operações Especiais, (CIOE) a 16 de Abril de 1960 (Decreto-Lei n.º 42926), é designado actualmente, e desde 1 de Julho de 2006, por Centro de Tropas de Operações Especiais, (CTOE), estando, então e agora, baseado em Lamego, no distrito de Viseu. As primeiras forças nele formadas, com componentes de Contra-subversão, Contra-guerrilha, Operações de Emboscada, Golpe de Mão, Cerco e Limpeza, Acção Psicológica e Assuntos Civis, foram as sub-unidades de Companhias de Caçadores Especiais que embarcariam no Verão de 1960 para o Teatro de Operações da Província Ultramarina de Angola onde entrariam em combate.







Fotos por Santiago Anacleto | Wings & Warfare

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