Paraquedistas portugueses em acção do Curso de Precursor Aeroterrestre na Ria de Aveiro


São Jacinto, Aveiro, Portugal 
Abril de 2026

Paraquedistas do Exército Português no decurso das acções de nautismo e inserção anfíbia da Fase A do Curso de Precursor Aeroterrestre 01/26, em Abril de 2026, a operarem a partir de São Jacinto, Aveiro. O militar português está aqui equipado com fato de neoprene, armado com espingarda automática Galil (m/94), em calibre 5.56×45mm NATO. Em plano afastado temos os depósitos do Terminal de Granéis Líquidos do Porto de Aveiro, georreferenciação 40.65283, -8.70528, a cerca de 3 km lineares do Regimento de Infantaria N.º 10 (RI10) em São Jacinto.
O curso, destinado a Oficiais, Sargentos e Praças, teve início no Regimento de Paraquedistas (RPara) em Tancos (Vila Nova da Barquinha, Santarém), a 10 de Março de 2026, com 13 militares. Os paraquedistas desenvolveram, ao longo das 10 semanas da Fase A (dita terrestre), terminadas na primeira quinzena de Maio de 2026, competências nas áreas de infiltração marítima, montanhismo, demolições, tiro, acções directas, reconhecimento, vigilância, sobrevivência e evasão. Segue-se Fase B (dita aeroterrestre) para as competências de fotografia aérea, meteorologia, tráfego aéreo, material dos precursores, organização e emprego dos precursores, lançamentos. O curso compreende um total de 91 dias para Praças e de 94 dias para Graduados (cerca de 13 semanas).
As Forças de "Precursores Aeroterrestres" operam sobre Zonas de Lançamento (ZL) ou Zonas de Aterragem (ZA), com competências de inserção e retracção do Teatro de Operações através de meios marítimos, terrestres e aéreos, preparando as mesmas para a inserção de outras forças ou equipamentos. Comandado pelo Coronel Prata Pinto, o RPara forma militares na área do paraquedismo militar e apronta o Batalhão Operacional Aeroterrestre (BOAT), de que faz parte a Companhia de Precursores Aeroterrestres (CPrecs).
Os primeiros exemplares da Galil (AM/AMR), de fabrico israelita, ao serviço das Forças Armadas Portuguesas, num conjunto inicial de 1 050 unidades, foram adquiridas em Setembro de 1979 e alocadas especificamente aos Paraquedistas, então afectos à Força Aérea Portuguesa. O total adquirido, com uma segunda encomenda realizada cerca de um ano depois, chegaria às 3 550 armas. Foram usadas em várias das projecções internacionais de Portugal, como sejam os Teatros de Operações da Bósnia, do Kosovo e de Timor.
Foto via Exército Português

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