Acções anti-motim pela Polícia do Quénia sobre manifestantes contra a implementação de centro de quarentena de ébola pelos EUA


Nanyuki, Quénia 9 de Junho de 2026

Operacional da polícia queniana dispara carga de gás lacrimogénio a partir de arma anti-motim, mono-tiro, do fabricante israelita ISPRA, com coronha rebatível e "fore-grip" ergonómico, no decurso de acção de dispersão de manifestantes a 9 de Junho de 2026, em Nanyukim, no contexto de oposição à preparação de instalações na Base Aérea de Laikipia, georreferenciação 0.033455869598596026, 37.025755589226414, em Nanuyuki, no sopé do Monte Quénia, como centro de quarentena dos EUA, com 50 camas e operado por pessoal norte-americano, para cidadãos norte-americanos provenientes da República Democrática do Congo, sob surto do vírus Ébola. Não existem casos de ébola, actuais ou históricos, referenciados no Quénia.
Este modelo mono-tiro da ISPRA, tem uma massa de 2,4 kg, e um comprimento de 75,5 a 85,5 cm, estando disponível em versões para uso de cargas de 37/38 e 40mm. As munições menos letais disponíveis compreendem cargas de borracha (de projéctil único ou múltiplos), cargas com marcadores de pigmento e cargas de gás lacrimogénio (CS, ortoclorobenzilideno malononitrilo).
A República do Quénia mantém um protocolo de colaboração com a Guarda Nacional do Massachusetts (EUA), desde 1 de Outubro de 2015. A 4 de Abril de 2025, o Major-General Gary W. Keefe, na qualidade de "Adjutant General" da Guarda Nacional do Massachusetts, visitou formalmente, com assinatura de livro protocolar, a Base Aérea de Laikipia, sendo recebido pelo comandante da base nigeriana, o Brigadeiro Farah Mohamed. Foram aqui assinalados os dez anos do protocolo de parceria e as acções em curso no contexto de capacitação na operação de aeronaves não tripuladas, recolha de informações e reconhecimento, contraterrorismo, cibersegurança e protecção civil.
A doença por vírus ébola provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas, com transmissão por contacto directo com sangue, secreções, órgãos, fluidos corporais, bem como superfícies e objectos contaminados, com um período de incubação entre 2 e 21 dias. O surto declarado a 15 de Maio de 2026 na República Democrática do Congo é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante do ébola para a qual não existe vacina aprovada nem tratamento específico, com uma taxa de letalidade entre 30% e 50%, dependendo a gestão clínica de isolamento, terapêutica de suporte, controlo de infecção, rastreio de contactos e vigilância epidemiológica. A 17 de Maio de 2026, a Organização Mundial de Saúde declarou o surto uma emergência de saúde pública de importância internacional ao abrigo do Regulamento Sanitário Internacional.
O surto em curso foi declarado em Ituri, província congolesa fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda. À data de 8 de Junho de 2026, as autoridades congolesas reportavam 598 casos confirmados e 115 mortes, com cerca de três centenas doentes hospitalizados em isolamento. O Uganda totalizava à mesma data 19 casos confirmados e duas mortes. A resposta ao surto decorre num contexto operacional agravado por insegurança, deslocações populacionais, resistência comunitária e dificuldade de acesso sanitário.
Foto por Luis Tato | AFP, Agence France-Press

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