Dois KC-390 da Força Aérea Portuguesa rumo à Venezuela com carga de ajuda humanitária e Força Conjunta Nacional


Beja, Portugal 26 de Junho de 2026
Preparativos finais de embarque para um dos dois KC-390, da Esquadra 506 – "Rinocerontes" da Força Aérea Portuguesa (FAP), na noite de 26 de Junho de 2026, com destino à Venezuela, a partir da Base Aérea N.º 11 (BA11), Beja, Portugal.
Foram transportadas 23 toneladas de ajuda humanitária, equipamentos de suporte, e uma Força Conjunta Nacional de 64 especialistas compostas por elementos destacados da Unidade de Emergência de Protecção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR); da Força Especial de Protecção Civil da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), na foto; do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB); e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Os dois KC-390 (26903 e 26902) descolaram da BA11, respectivamente, pelas 21:21 UTC e 22:56 UTC de 26 de Junho de 2026. Após escala em Cabo Verde e na Martinica, alcançariam o Aeroporto Internacional Simón Bolívar (ICAO SVMI) em Maiquetía, no estado de La Guaira, Venezuela, pelas 12:45 e 13:40 UTC de 27 de Junho de 2026.
A missão desta Força Conjunta Nacional, com uma duração inicial de 10 dias, prolongável, é coordenada pelo Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM) do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA). Sediado em Oeiras, o CCOM é dirigido pelo 2.º Comandante Operacional das Forças Armadas (2COMOP), Tenente-General Piloto-Aviador (OF-8) Luís Manuel Nunes Serôdio.
A 24 de Junho de 2026, pelas 22:04–22:05 UTC (18:04-18:05 locais), dois sismos fortes e quase sucessivos atingiram o Norte da Venezuela, a cerca de 160 km a Oeste da capital, Caracas: um primeiro evento de magnitude 7.2 na área de San Felipe–Montalbán/Yumare, seguido cerca de 38 segundos depois por um segundo evento, de magnitude 7.5, na área de Morón/Yumare. Os dois epicentros não coincidiram exactamente, mas localizaram-se na mesma área sismotectónica, separados por cerca de dois a três quilómetros, com hipocentros superficiais. Os danos sobre o edificado e infraestruturas são severos e, até 27 de Junho de 2026, o balanço provisório das autoridades venezuelanas indicava pelo menos 1 430 mortos e 3 238 feridos.
Foto via FAP

Comentários