Fuzileiros da Marinha Portuguesa em exercício multinacional sobre contexto edificado na Letónia


Mežaine, Skundra, Letónia 
Junho de 2026

Militares do Corpo de Fuzileiros da Marinha Portuguesa em acção no contexto edificado no Campo de Treino Militar de Mežaine, na Letónia, no decurso do exercício multinacional BALTOPS 26, Junho de 2026, com operações anfíbias desenvolvidas em conjunto com forças aliadas, nomeadamente dos Estados Unidos, Letónia e Lituânia. Mežaine, geo-referenciação 56.728481851414784, 21.99379328892632, corresponde a uma antiga base de radar soviética (Skundra-1 e Skundra-2), da década de 1960, com mais de 40 hectares, junto à localidade de Skundra, na região de Raņķi, município de Kuldīga, a 50 km do Mar Báltico, a 130 km a Oeste da capital letã, Riga, e a 345 km da fronteira com a Federação Russa, a Leste.
Com o emprego de viaturas tácticas 4x4 Toyota Land Cruiser (HZJ73), podemos observar aqui os fuzileiros portugueses armados com espingardas automáticas Heckler & Koch HK 416 em calibre 5.56×45mm NATO (com ópticas Aimpoint CompM4s). Já antes em uso pelo Destacamento de Acções Especiais (DAE), a Marinha Portuguesa adquiriu espingardas HK 416 para equipar o demais Corpo de Fuzileiros, tendo, em Novembro de 2024, em cerimónia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Henrique Gouveia e Melo acompanhado do Comandante Naval, Vice-Almirante Nuno Chaves Ferreira, e do Superintendente do Material, Vice-almirante Jorge Pires, sido entregues na Escola de Fuzileiros as primeiras 250 unidades a três Destacamentos de Fuzileiros, pertencentes à Unidade de Projecção de Força (UPF) e ao Destacamento de Apoio de Combate (DAC), da Unidade de Apoio de Combate (UAC). As HK 416 vêm substituir a espingarda HK G3 como arma padrão desta força.
A Força de Fuzileiros Lituânia 2026 (FFZ LTU26), aqui em acção, foi destacada a 26 de Março de 2026 para Klaipeda, na Lituânia, no âmbito das "Assurance Meausures" do Flanco Leste da NATO, sendo composta por 120 militares comandados pelo (OF-4) Capitão-de-fragata Fuzileiro Filipe Rocha Rei. A força projecta aqui competências, no contexto da acção anfíbia, de abordagem, mergulho de combate, inativação de explosivos e cinotécnica. Estarão aqui destacados ao longo de oito meses, até Novembro de 2026, naquela que é a oitava projecção de Fuzileiros portugueses neste Teatro de Operações do Báltico, e a de maior duração contínua.
Organicamente, a FFZ LTU26 é composta por um Estado-Maior, uma Secção de Polícia Naval e um Módulo de Projecção de Força, constituído por um Grupo de Combate e um Grupo de Apoio de Combate. Integra ainda um Módulo de Apoio de Serviços e de Assalto Anfíbio, bem como um Módulo de "Subject Matter Experts", que inclui uma equipa de mergulhadores de combate e inactivação de explosivos, uma equipa de abordagem, um binómio da X31 (sistemas não tripulados) e um binómio de "Military Working Dogs".
O BALTOPS é um exercício naval anual, que se desenvolve no Teatro de Operações do Mar Báltico desde 1971, promovido pelo comando das Forças Navais dos Estados Unidos na Europa ("United States Naval Forces Europe"), e com especial foco nos contextos de guerra de minas, guerra anti-submarina, operações de interdição de espaço marítimo, operações anfíbias e sua projecção no terreno, logística e busca e salvamento. A sua 55.ª edição, que decorreu ao longo de duas semanas, de 4 a 19 de Junho de 2026, agregou 6 000 elementos e 30 navios de 15 países da NATO, compreendendo meios marítimos, aéreos, terrestres, cibernéticos, operações especiais e logística. O exercício foi comandado operacionalmente a partir do Centro de Comando Conjunto Aliado da NATO em Brunssum, na Holanda.





Fotos via Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) de Portugal

Foto via "Zemessardzes 4. Kurzemes brigāde" (4.ª Brigada Kurzeme da Guarda Nacional, Letónia)






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