Operação de busca e resgate de combate a especialista de sistemas de armas de F-15E norte-americano abatido sobre o Irão
Irão 3 a 5 de Abril de 2026
No decurso da Operação "Epic Fury", uma aeronave F-15E "Strike Eagle" do 494th "Fighter Squadron" da Força Aérea dos Estados Unidos (baseados em RAF Lakenheath, Inglaterra e destacadas como força expedicionária no Médio Oriente), a operar com o "callsign" DUDE44, foi abatida com recurso a um míssil portátil de curto-alcance, lançado a partir do ombro e guiado por infra-vermelho, sobre o Teatro de Operação do Irão, a cerca de 400 km a Sul de Teerão e a 295 km a Nordeste do Golfo Pérsico, na província de Isfahan, cerca das 04:40 locais de 3 de Abril de 2026.
O F-15E é tripulado por dois elementos, um piloto, na dianteira, aqui a operar com o "callsign" DUDE44 Alpha; e um especialista em sistema de armas ("Weapons System Officer", WSO), à sua retaguarda, aqui a operar com o "callsign" DUDE 44 Bravo. Após ejecção, o piloto seria resgatado ao final de poucas horas pelas equipas de CSAR ("Combate Search and Rescue", "Busca e Salvamento de Combate") dos Estados Unidos, com helicópteros HH-60W Jolly Green II e operacionais "ParaRescue". Não seria, porém, alcançada a localização e resgate do especialista em sistemas de armas, com o posto de Coronel.
Seguindo o seu treino e protocolos de Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga ("Survival, Evasion, Resistance and Escape", SERE), este coronel norte-americano levaria a cabo uma caminhada ao longo de uma encosta do Monte Kolah Qazi (pico de 2 534 metros), parte do complexo montanhoso Zagros, refugiando-se numa fenda rochosa, a 4 de Abril de 2026. Apoiado pelo seu equipamento individual CSEL ("Combat Survivor Evader Locator", lit. "Localizador de Sobrevivente Evadido em Combate"), AN/PRQ-7, que permite transmitir mensagens curtas de texto, cifradas, pré-padronizadas, usando blocos ultra-curtos de transmissão e em troca rápida de frequência, visando mitigar o risco de intercepção, e pelos esforços dos diferentes meios de localização em curso, é desencadeada uma segunda missão de CSAR, visando uma localização a poucos quilómetros do ponto onde o piloto havia sido resgatado no dia anterior.
A topografia de Kolah Qazi gerava severos problemas de "multipath fading" (desvanecimento por múltiplos caminhos), onde o sinal de rádio UHF salta entre as paredes rochosas, corrompendo a ligação directa à constelação de satélites ou a aeronaves aliadas. As forças de resgate recebiam actualizações intermitentes e geograficamente aproximadas, confirmando que o coronel estava vivo, mas a precisão necessária para uma inserção em segurança de forças de resgate permanecia esquiva devido à degradação do sinal gerada pelo refúgio montanhoso.
Sob ameaça crescente de forças do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, das suas milícias Basij e de forças de segurança locais, e com uma recompensa pela sua captura popular decretadas pelo governo iraniano, as Forças dos EUA desencadeiam na noite de 4 para 5 de Abril de 2026 uma acção assente na projecção de duas aeronaves quadrimotores de transporte MC-130J Commando II, com helicópteros Little Bird MH-6 no seu interior. Os MC-130 aterraram em território iraniano, a cerca de 50 km a Sul do centro de Isfahan e a cerca de 485 km a Nordeste de Kuwait City, fazendo uso de uma antiga pista, de 1 200 metros por 60 metros, não preparada, usada por aeronaves agrícolas, georreferenciação 32.221492, 51.901108, a cerca de 16 km lineares a Sul do ponto de refúgio montanhoso do oficial norte-americano.
Ao início da manhã de 5 de Abril de 2026, com elementos do "1st Special Forces Operational Detachment-Delta" (1st SFOD-D) do Exército, coloquialmente "Força Delta", a assegurar o perimetro de segurança da pista (complementados pelas acções anteriores e continuadas de aeronaves A-10 e B-1, atacando pessoal, meios e estradas que poderiam permitir a acção de forças iranianas), uma força de quatro helicópteros Little Bird MH-6, com militares do DEVGRU (SEAL Team Six) da Marinha e do "Special Tactics Squadron" da Força Aérea, seguiram para a posição montanhosa, alcançando e resgatando com sucesso o coronel da Forças Aérea dos EUA, transportando o mesmo para a pista agrícola. Os MC-130 (39 toneladas em vazio e 29,29 metros de comprimento) relevaram-se incapacitados de descolar, por atascamento do trem de aterragem, requerendo que três aeronaves bimotores CASA CN-235 (9,8 toneladas em vazio e 21,4 metros de comprimento), mais pequenas e leves, alcançassem a pista e recolhendo todos os 96 militares aqui envolvidos (sendo os MC-130 e Little Bird MH-6 destruídos por acção de bombas de 2 000 e 5 000 libras, cerca de 907 a 2267 kg). Regressariam a Kuwait City, após oito horas desta segunda missão de CSAR (e volvidas cerca de 50 horas após o F-15E ter sido abatido).
As operações decorreram sob comando do Almirante Brad Cooper liderando o US CENTCOM ("United States Central Command", "Comando Central dos Estados Unidos", correspondendo o termo "Central" a uma referência geográfica que compreende o Médio-Oriente e partes da Ásia Central).
Cartografia e ortofotomapa Google Maps anotado (indicativamente) por "Espada & Escudo". A azul, sentido da acção de infiltração e exfiltração; a laranja, sentido da acção de resgaste.
Fotos no terreno via fontes públicas e abertas (OSINT) iranianas - detalhe dos dois MC-130 sobre a pista agrícola e sua destruição. Montanhas em plano afastado
Fotos no terreno via fontes públicas e abertas (OSINT) iranianas - detalhe aproximado dos MC-130 e Little Birds sobre a pista agrícola com as montanhas em plano afastado
Partes do 15-E abatido. Fotos via via fontes públicas e abertas (OSINT) iranianas










Comentários