Militares do Exército Português treinam nas Canárias para aprontamento do "European Union Battlegroup"


Fuerteventura, Canárias, Espanha 
Abril de 2026

Treinos operacionais e logísticos da 1.ª Companhia de Atiradores (1CAt) do Batalhão de Infantaria do Regimento de Guarnição N.º 3 (RG3) do Exército Português, parte da Zona Militar da Madeira, na Ilha de Fuerteventura, Canárias, Espanha, Abril de 2026. Podemos aqui observar o interior de uma viatura blindada táctica ligeira 4x4 HMMWV ("High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle"), M1151A1 W/B1, que desde Março de 2026 enquadra o dispositivo do RG3, bem como a operação de um "drone" DJI Mini 4 Pro.
No contexto do aprontamento para o "European Union Battlegroup 26-2/27-1", estes treinos decorreram no âmbito do exercício BETA com os militares do Regimento de Infantaria n.º 9 e do Regimento de Infantaria n.º 50, da Brigada "Canárias" XVI (BRICAN XVI) do Exército do Reino de Espanha, com acampamento conjunto visível numa das fotos. A expressão "BETA" enquadra o ciclo de exercícios (de escalão táctico progressivo) "ALFA", "BETA" e "GAMMA" da BRICAN XVI - com a duração de cerca de uma semana cada.
O Regimento de Guarnição N.º 3 (RG3), constituído em 1993, resultando da fusão do Regimento de Infantaria do Funchal (RIFc) com o Grupo de Artilharia de Guarnição N.º 2 (GAG2), é comandado actualmente, e desde 21 de Novembro de 2024, pelo (OF-5) Coronel Musa Gonçalves Paulino, tendo atribuído o aprontamento do Batalhão de Infantaria. Está sediado no Funchal, na Região Autónoma da Madeira.
O "European Union Battlegroup" (EBG) corresponde a uma força de resposta rápida, da União Europeia, com um efectivo multinacional, na ordem dos 1 500 elementos (modular até 5 000), em prevenção com 5 dias de resposta urgente e 10 dias de resposta imediata, preparada para poder sustentar missões de 30 a 120 dias, enquadradas pelo Tratado da União Europeia. Estão compreendidas a prevenção de conflitos, estabilização, intervenções humanitárias e de resgate, gestão de crises e manutenção da Paz. O desencadear da projecção operacional desta força requer decisão unânime do Conselho da União Europeia e deverá ser suportada por uma Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O sufixo 26-2/27-1 designa os dois períodos semestrais aqui afectos em termos de disponibilidade, i.e., 26-2 para o segundo semestre de 2026 (Julho a Dezembro) e 27-1 para o primeiro semestre de 2027 (Janeiro a Junho).






Fotos via Exército Português

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