Operação "Skydrop" da Polícia Judiciária, Marinha e Força Aérea apreende 5 toneladas de cocaína em porta-contentores


Portugal 2 a 4 de Agosto de 2026

Operação "Skydrop" liderada pela Policía Judiciária (PJ) Portuguesa, numa acção de visita, abordagem, busca e captura de meios navais ("Visit, Board, Search, and Seizure", VBSS) envolvendo meios da Marinha e Força Aérea Portuguesas, a 2 de Agosto de 2026, sobre o cargueiro Maersk Nokwanda (IMO 9294393), com pavilhão de Hong Kong, a 640 milhas náuticas (1 185 km) a Oeste de Lisboa, levando à apreensão de 5 toneladas de cocaína e à detenção de três cidadãos estrangeiros (compreendendo 2 clandestinos e 1 tripulante) suspeitos de envolvimento na acção de narcotráfico.
O Maersk Nokwanda (IMO 9294393), construído em 2005, de 265 metros de comprimento e 37 metros de boca, com 63150 toneladas (DWT) e com capacidade de transporte de mais de 4 500 contentores, havia cruzado o canal do Panamá a 23 de Julho de 2026 para a travessia Atlântica, foi, após intercepção, acompanhado por um dos navios da Marinha Portuguesa até ao Porto de Sines, onde atracaria pelas 03:03 UTC de 4 de Agosto de 2026. Terminadas ali as acções das autoridades policiais o mesmo largaria de Sines pelas 08:15 UTC de 5 de Agosto de 2026 rumando ao porto marroquino de Tânger.
A acção de VBSS envolveu a projecção de elementos da Unidade de Operações Especiais do Comando do Corpo de Fuzileiros da Marinha Portuguesa, projectados em semi-rígidas a partir de um dos Navios Patrulha Oceânicos da Série I da classe Viana do Castelo, bem com em descida em "fast rope" sobre o cargueiro a partir de helicóptero EH-101 "Merlin" da Força Aérea Portuguesa (FAP) a operar a partir dos Açores. A intercepção em alto-mar visou impedir o que seria a transferência programada da cocaína para embarcações de alta velocidade com vista ao seu provável desembarque na costa Portuguesa. A FAP terá aqui envolvido também uma aeronave de patrulha marítima P-3C "Orion" (14807).
A Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ, dirigida, desde 2 de Julho de 2026, pelo coordenador de investigação criminal João Manuel Alves de Oliveira, desenvolveu esta operação suportada por informação partilhada pelo MAOC-N ("Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics") e em estreita colaboração e articulação com as autoridades policiais do Reino Unido ("National Crime Agency", NCA) e de Espanha ("Policía Nacional").
O MAOC-N é uma plataforma de cooperação internacional, co-financiada pela União Europeia (UE), para reforço do combate ao narcotráfico por via marítima, criada e com sede ao Poço do Bispo, em Lisboa, desde 2007, e do qual fazem parte nove países europeus: Portugal, Espanha, França, Itália, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Bélgica e Alemanha (tendo Cabo Verde o estatuto de observador na mesma). O MAOC-N é dirigido desde Setembro de 2025 por José Ferreira, coordenador superior de investigação criminal da PJ e, durante oito anos, o Director de Operações do MAOC-N.









Vídeo via Marinha Portuguesa
Fotogramas seleccionados e editados por E&E





Fotos via Marinha Portuguesa





Foto, no Porto de Sines, via PJ


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