Operações especiais portuguesas treinam junto ao Porto Militar e estaleiro Damen em Mangalia no Sudeste da Roménia
Militares da Força de Operações Especiais (FOE) do Exército Português, aprontados pelo Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) de Lamego, integrantes da 4.ª Força Nacional Destacada "Special Operations Land Task Group" para a Roménia (4FND SOLTG ROU), em Agosto de 2026, durante treinos naquele país. A 4.ª FND opera aqui integrada no "Special Operations Component Command - Bravo" [SOCC (B)] da NATO, no âmbito da arquitectura de Forças de Operações Especiais da Aliança. O "Allied Special Operations Forces Command" (SOFCOM) constitui o comando de componente de Operações Especiais da NATO ao nível do Teatro.
Em acção conjunta com a Força de Operações Especiais romena, num treino de inserção marítima e abordagem a embarcações em contexto portuário, com recurso a embarcações semi-rígidas, os militares portugueses estão aqui armados com espingardas automáticas Heckler & Koch G36 KV ("Kurze Variante", "Variante Curta"), calibre 5,56×45 mm, com óptica Hensoldt ZF 3×4°.
O local do treino onde os militares portugueses surgem aqui documentados, georreferenciação 43.803975, 28.567223, corresponde ao Porto Militar de Mangalia, situado no eixo navegável que estabelece a ligação entre a Lagoa de Mangalia e o Mar Negro. Mais a montante, na margem Norte, localiza-se a Escola Naval de Instrução Inter-Armas Vice-Almirante Constantin Bălescu ("Școala de Instruire Interarme a Forțelor Navale «Viceamiral Constantin Bălescu»", U.M. 02196)), da Marinha Romena, enquanto na margem Sul estão as instalações do estaleiro naval Damen.
As forças desenvolveram, ao longo de duas semanas de treinos conjuntos, diversas actividades em ambiente marítimo, que incluíram mergulho, inserção marítima e procedimentos de abordagem a embarcações, permitindo aperfeiçoar técnicas e procedimentos naquele ambiente, bem como reforçar a coordenação e o trabalho em equipa entre os militares portugueses e romenos.
No Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Célula de Planeamento de Operações Especiais (CPOE) integra o Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM) e constitui o núcleo inicial do comando de componente de Operações Especiais, apoiando o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) no planeamento, integração e sincronização da preparação e emprego das forças e meios de Operações Especiais.
Na terminologia doutrinária da NATO, um "Special Operations Task Group" (SOTG) pode assumir a forma de "Special Operations Land Task Group" (SOLTG) ou "Special Operations Maritime Task Group" (SOMTG), enquanto as unidades tácticas subordinadas são designadas "Special Operations Task Units" (SOTU), terrestres (SOLTU) ou marítimas (SOMTU). Em Portugal, a componente terrestre é gerada pela Força de Operações Especiais (FOE) do Exército e a componente marítima pelo Destacamento de Acções Especiais (DAE) da Unidade de Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros da Marinha — as duas forças portuguesas de Operações Especiais. Estas designações seguem a terminologia doutrinária da NATO , designadamente a constante da AJP-3.5 ("Allied Joint Doctrine for Special Operations").
Fotos via Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) de Portugal


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