Super Tucano da Força Aérea Brasileira em exercício conjunto de interoperabilidade inter-ramos no Estado de Goiás
Brasil
14 de Maio de 2026
Aeronave A-29B Super Tucano (5950, E40113, MSN 31400087) do 3.° Esquadrão "Flecha" do 3.º Grupo de Aviação (3°/3°GAv) da Força Aérea Brasileira, no decurso do Exercício Conjunto (EXCON) Escudo-Tinia 2026, a 14 de Maio de 2026, no Estado de Goiás, na região Centro-Oeste da República Federativa do Brasil .
O EXCON Escudo-Tinia 2026, sob direcção do (OF-6) Brigadeiro do Ar Paulo Cezar Fischer da Silva, iniciou-se a 11 de Maio de 2026 e decorrerá até 29 de Maio de 2026, a partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), Goiás, envolvendo meios da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), e com especial enfoque na sua interoperabilidade em missões desde o ataque, apoio aéreo de proximidade e assalto aerotransportado até à logística e à evacuação aeromédica. Estão afectas aeronaves F-39 Gripen, A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas. A expressão Tinia na designação deste exercício alude ao Deus do Céu da Mitologia Etrusca.
Desenhado e produzido pela brasileira Embraer, ao serviço desde 2003 e com mais de 290 unidades entregues, o A-29 "Super Tucano" é uma aeronave turbo-hélice de instrução, reconhecimento e ataque táctico ligeiro, em uso por 22 forças aéreas em 3 continentes, incluindo a Força Aérea Brasileira (FAB), com 99 unidades entregues até 2012. Na sua variante A-29N ("N" de NATO) a Força Aérea Portuguesa conta com cinco unidades entregues parte do lote de 12 unidades contratadas a 16 de Dezembro de 2024 e destinadas à formação avançada de pilotagem e missões de apoio aéreo próximo para operações conjuntas e combinadas.
No seu histórico em contexto de combate o Super Tucano foi usado, entre outros, desde 2008 pela Força Aérea da Colômbia em diversas missões de reconhecimento armado e ataque ao solo com bombas guiadas contra objectivos das FARC ("Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia"); desde 2021 pela Força Aérea da Nigéria em reconhecimento armado e ataques ao solo, no contexto continuado da Operação "Hadin Kai", na sua luta contra o movimento extremista Boko Haram e, recentemente, no contrariar do Golpe de Estado no vizinho Benim, a 7 de Dezembro de 2025; bem como pela Força Aérea Brasileira, no contexto Amazónico, na luta contra o crime organizado, compreendendo intercepção de aeronaves envolvidas em operações de narcotráfico e o reconhecimento armado e ataque ao solo com bombas para a destruição de pistas ilegais envolvidas em operações ilegais de extracção de ouro.
O A-29 Super Tucano é uma aeronave bilugar (com variante monolugar), com 11,38 metros de comprimento, uma envergadura de asa de 11,13 metros, com um peso em vazio de 3,2 toneladas e um peso máximo à descolagem de 5,4 toneladas. Propulsionado por um motor Pratt & Whitney Canada PT6A-68C, de 1 604 hp, sustenta uma velocidade máxima de 590 km/h (em cruzeiro de 520 km/h) com um alcance operacional de 1 330 km (ou 550 km em combate) e de até 2 855 km em trânsito ("ferry"). Pode ser armado com duas metralhadoras pesadas calibre 12.7x99mm NATO (uma em cada asa, com 250 munições cada), receber um canhão de 20mm em "pod" sob a fuselagem, e, no total de 5 pontos de fixação, receber diferentes combinações de foguetes, bombas (guiadas) e mísseis.
A 11 de Novembro de 2025, o fabricante Embraer comunicou a disponibilidade para a incorporação nesta plataforma de sistemas de armas anti-drone, combinando sensores electro-ópticos, metralhadoras pesadas calibre 12.7x99mm NATO e foguetes guiados por laser (estando qualificado pela BAE Systems para o uso do sistema "Advanced Precision Kill Weapon System", APKWS).
Foto por Sargento André Souza | FAB

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