Fragata italiana Luigi Rizzo da Força Naval da União Europeia a operar no Mar Vermelho
Mar Vermelho
Maio de 2026
Fragata Luigi Rizzo (F595) da classe Carlo Bergamini (FREMM) da Marinha Italiana, a operar sob a égide da Operação Áspides da Força Naval da União Europeia em acompanhamento ao navio mercante CMA CGM Patagonia (IMO 9894961), de 154 077 toneladas (DWT) e 366 metros, no Mar Vermelho, Maio de 2026.
O porta contentores, de pavilhão francês, e operado pelo grupo francês CMA CGM ("Compagnie Maritime d'Affrètement | Compagnie Générale Maritime"), tem como destino declarado o Porto de Klang, na Malásia, navegando actualmente, a 16 de Maio de 2026, 20:12 UTC, já no Mar Arábico, a 16 nós com rumo 108° (E/SE), a cerca de 330 milhas náuticas a Noroeste das Maldivas.
A Luigi Rizzo, ao serviço desde 20 de Abril de 2017, desloca 6 700 toneladas, com 144,6 metros de comprimento, 19,7 metros de boca e 8,7 metros de calado, sendo capaz de uma velocidade máxima superior a 27 nós e de uma autonomia de cerca de 7 000 milhas náuticas. Com uma guarnição-base de 124 elementos, está armada com 16 células de lançamento vertical MBDA SYLVER A50 para mísseis de defesa antiaérea MBDA Aster 15 e Aster 30; oito mísseis antinavio MBDA Teseo Mk2/A; lançadores triplos Leonardo/WASS B-515 para torpedos MU90; uma peça OTO Melara 127/64 LW "Vulcano" à vante; uma peça OTO Melara 76/62 Davide/Strales à ré, sobre o hangar; e duas peças (uma em cada bordo) de operação remota OTO Melara/Oerlikon KBA de 25 mm. Possui hangar duplo e respectivo convés de voo, podendo operar helicópteros SH90 (aqui embarcado) ou AW101.
A operação Áspides foi lançada a 19 de Fevereiro de 2024 pela Força Naval da União Europeia ("European Union Naval Force", EUNAVFOR), para a protecção das rotas marítimas do Mar Vermelho no contexto da Resolução n.º 2722 de 10 de Janeiro de 2024 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Áspides corresponde à expressão grega ("Ἀσπίδες") que significa literalmente "escudos" (plural de aspis, "ἀσπίς"). É também uma referência ao escudo redondo característico da infantaria hoplita grega antiga, símbolo de defesa colectiva e protecção da falange - em que cada cada militar se protegia com o escudo, não só a si próprio, mas também ao camarada ao seu lado.


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