Trabalhos em curso da draga "Simson" na Construção do Novo Porto das Lajes das Flores
Porto das Lajes das Flores , Ilha das Flores, Região Autónoma dos Açores, Portugal
25 de Julho de 2026
Operação da draga "Simson" e do batelão "Rocamar", em "time lapse", a 25 de Julho de 2026, no contexto da Empreitada de Construção do Novo Porto das Lajes das Flores, Ilha das Flores, Açores, Portugal. Podemos observar ainda, atracados, o rebocador Brutus e, a dada altura, o veleiro "Santa Maria Manuela".
A draga Simson (MMSI 245688000), construída entre 2009 e 2011, de pavilhão holandês, detida e operada pela Van Oord, com sede em Roterdão (Holanda), com 68 metros de comprimento e 23 metros de boca, 1 315 toneladas (DWT), está equipada com escavadora hidráulica Backacter 1100 de grande porte, que opera com baldes de diferentes capacidades, permitindo executar dragagens dos 18 metros (balde de 34 metros cúbicos) a 30 metros de profundidade (balde de 10 metros cúbicos).
Transportada desde Roterdão, de onde largou a 13 de Julho de 2026 a bordo do navio de transporte semissubmersível Yacht Servant (IMO 9890812), construído em 2022, de pavilhão holandês, detido pelo Spliethoff Group holandês, a "Simson" opera aqui, depois uma primeira tentativa de desembarque nas Flores, a 13 de Julho de 2026, abortada pelas condições de segurança marítima; segue-se uma passagem pela Horta (Faial), a 14 de Julho de 2026 e, finalmente bem sucedido, pela Praia da Vitória (Terceira), a 16 de Julho de 2026. Percorreria então 210 milhas náuticas de navegação para Oeste-Noroeste, regressando às Flores a 18 de Julho de 2026, apoiada pelo rebocador Brutus (IMO 9885893), de pavilhão holandês e operado pela Herman Senior B.V., integrado nesta operação desde o seu arranque de Roterdão.
A empreitada de Construção do Novo Porto das Lajes das Flores, a cargo do consórcio liderado pela Tecnovia Açores (35,5%) em consórcio com a Etermar (34,5%), Teixeira Duarte (20%) e Marques S.A. (10%), compreende as actividades de dragagem, com 146 000 m³ no intradorso, 27 750 m³ no extradorso e 6 780 m³ de dragagem em rocha, e de imersão de parte do material dragado, num volume máximo de 97 982 m³, visam, a par do demais projecto de construção, repor a plena operacionalidade portuária após danos infraestruturais extensos, provocados cumulativamente pelo Furacão Lorenzo (1 a 2 de Outubro de 2019) e pela Depressão Efrain (9 a 11 de Dezembro de 2022).
O projecto alargado foi desenhado de 2019 a 2024 a ser executado, ao longo de 60 meses, de 2025 a 2030, levando à construção de um novo molhe-cais com 540 m de comprimento (com 8 222 blocos antifer), incluindo 145 m de reforço do muro-cortina existente e um cais a -9,00 m (ZH), com 170 m de frente acostável e plataforma de 40 m de largura; reconstrução da rampa Ro-Ro ("Roll-on/Roll-off"); construção do novo edifício para gare de passageiros, apoio ao recreio náutico e serviços administrativos; e a reabilitação das redes técnicas gerais (água, energia eléctrica, iluminação pública, CCTV, combustíveis). Tem uma valorização de 194,8 milhões de EUR tendo a cerimónia de primeira pedra tido lugar a 19 de Maio de 2025.
O "Santa Maria Manuela" é um histórico lugre português de quatro mastros e 68,64 metros de comprimento com 9,9 metros de boca, construído em 1937, nos estaleiros da CUF em Lisboa, juntamente com o navio-gémeo "Creoula", nos estaleiros da CUF em Lisboa, e que pertenceram à lendária Frota Branca da pesca do bacalhau. Alvo de recuperação efectiva e reposição operacional, de 2007 a 2010, pela Pascoal & Filhos, S.A., é detido desde 2016 pelo Grupo Jerónimo Martins e utilizado, com 22 tripulantes e até 44 passageiros, para turismo marítimo, formação de velejadores, programas empresariais de desenvolvimento de equipas, eventos no convés, cenários cinematográficos e programas ambientais.
Vídeo "time lapse" por Mauro Gomes
Fotogramas seleccionados e editados por E&E






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