Polícia Judicária e Mergulhadores da Polícia Marítima apreendem cocaína no interior das caixas de mar de um navio mercante atracado em porto português


Portugal 
Julho de 2026

Apreensão de 197 kg de cocaína, com empenhamento dos especialistas do Grupo de Mergulho Forense da Polícia Marítima numa acção da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ) Portuguesa, em Julho de 2026, transportada no interior das caixas de mar de um navio mercante atracado num porto em Portugal. A acção envolveu a colaboração de agências internacionais de luta contra o narcotráfico. Já em 16 de Dezembro de 2022 decorreu no Porto Setúbal, com as mesmas entidades, outra acção congénere.
As caixas de mar ("sea chests") são cavidades ou câmaras integradas, de configuração convencional, na estrutura resistente do casco, localizadas abaixo da linha de água, no costado ou no fundo do navio, e providas exteriormente de grelhas de admissão. No seu interior dispõem de crivos ou filtros destinados a impedir a entrada de detritos, encontrando-se ligadas às válvulas de tomada de mar e às respectivas redes de aspiração. Destinam-se a assegurar o fornecimento de água do mar aos circuitos de refrigeração, aos sistemas de lastro, às redes de luta contra incêndios e a outros consumidores de bordo.
Os traficantes usam mergulhadores para aceder a estas caixas de mar e alojar no interior das mesmas embalagens impermeáveis contendo o produto estupefaciente, sendo posteriormente recuperadas num ponto de destino, pelo mesmo "modus operandi". A acção decorre, tipicamente, sem qualquer envolvimento ou conhecimento dos detentores ou operadores do navio mercante.









Diagrama das caixas de mar in Coutts e Dodgshun, 2007, com marcações por E&E. Fotos seleccionadas e editadas por E&E a pastir de vídeo via UNCTE PJ




Vídeo via UNCTE PJ

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