Chegada da draga Simson às Flores para empreitada de construção do novo Porto
Lajes das Flores, Ilha das Flores, Região Autónoma dos Açores
18 de Julho de 2026
Com apoio do rebocador oceânico Brutus, chegada da draga Simson à Ilha das Flores, Açores, cerca das 20:00 locais de 18 de Julho de 2026. Em segundo plano, fotografado a partir da lancha dos pilotos Joss Van Hureter (MMSI 204671340), temos, à esquerda (Sul), a Fazenda das Lajes e, à direita (Norte), a Lomba. Já a 19 de Julho de 2026 podemos observar a draga atracada nas Lajes das Flores, acompanhada do Brutus. Operará no contexto da Empreitada de Construção do Novo Porto das Lajes das Flores.
Transportada desde Roterdão, de onde larga a 13 de Julho de 2026 a bordo do navio de transporte semissubmersível Yacht Servant (IMO 9890812), construído em 2022, de pavilhão holandês, detido pelo Spliethoff Group holandês, a Simson chega aqui, depois uma primeira tentativa de desembarque nas Flores, a 13 de Julho de 2026, abortada pelas condições de segurança marítima; segue-se uma passagem pela Horta (Faial), a 14 de Julho de 2026 e, finalmente bem sucedido, pela Praia da Vitória (Terceira), a 16 de Julho de 2026. Percorreria então 210 milhas náuticas de navegação para Oeste-Noroeste, regressando às Flores, apoiada pelo rebocador Brutus (IMO 9885893), de pavilhão holandês e operado pela Herman Senior B.V., integrado nesta operação desde o seu arranque de Roterdão.
A draga Simson (MMSI 245688000), construída entre 2009 e 2011, de pavilhão holandês, detida e operada pela Van Oord, com sede em Roterdão (Holanda), com 68 metros de comprimento e 23 metros de boca, 1 315 toneladas (DWT), está equipada com escavadora hidráulica Backacter 1100 de grande porte, que opera com baldes de diferentes capacidades, permitindo executar dragagens dos 18 metros (balde de 34 metros cúbicos) a 30 metros de profundidade (balde de 10 metros cúbicos).
A empreitada de Construção do Novo Porto das Lajes das Flores, a cargo do consórcio liderado pela Tecnovia Açores (35,5%) em consórcio com a Etermar (34,5%), Teixeira Duarte (20%) e Marques S.A. (10%), compreende as actividades de dragagem, com cerca de 146 mil metros cúbicos no intradorso do porto, e de imersão de parte do material dragado, num volume máximo de 97 982 metros cúbicos, visam, a par do demais projecto de construção, repor a plena operacionalidade portuária após danos infraestruturais extensos, provocados cumulativamente pelo Furacão Lorenzo (1 a 2 de Outubro de 2019) e pela Depressão Efrain (9 a 11 de Dezembro de 2022).
O projecto alargado foi desenhado de 2019 a 2024 a ser executado, ao longo de 60 meses, de 2025 a 2030, levando à construção de um novo molhe-cais com 540 m de comprimento (com 8 222 blocos antifer), incluindo 145 m de reforço do muro-cortina existente e um cais a -9,00 m (ZH), com 170 m de frente acostável e plataforma de 40 m de largura; reconstrução da rampa Ro-Ro ("Roll-on/Roll-off"); construção do novo edifício para gare de passageiros, apoio ao recreio náutico e serviços administrativos; e a reabilitação das redes técnicas gerais (água, energia eléctrica, iluminação pública, CCTV, combustíveis). Tem uma valorização de 194,8 milhões de EUR tendo a cerimónia de primeira pedra tido lugar a 19 de Maio de 2025.
19Jul2026
19Jul2026




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